Conheci The Undertones ouvindo uma versão de Teenage Kick do Nouvelle Vague, gostei tanto do arranjo feito pelo NV que fui atrás do original e acabei achando bem bacana o som deles. Sem muito a dizer, só deixar registrado para referências futuras.
Aquisições
domingo, 25 de outubro de 2009
Fui ao salão do livro despretensiosamente, só para não ficar o domingo em casa (e passear entre estantes e mais estantes de livros é uma delícia) e acabei comprando:
O caderno de Michelangelo - Paul Christopher (Tava barato, dei uma chance)
O quieto animal da esquina - Joao Gilberto Noll (Gosto muito, infelizmente emprestei o outro que tinha dele e nunca me devolveram)
As estruturas da narrativa - Tzvetan Todorov (Há séculos namoro este livros, mas nunca comprava, problema resolvido)
Discurso e Memória em José Alencar - Vera Moraes(organizadora) (Não sou muito fã do Alencar, justamente por isso precisava de algo sobre ele, ter fontes é sempre bom)
Confluências - crítica literária e psicanálise - Cleusa Rios P.Passo (Ensaios sobre Clarice Lispector, Juan Rulfo - amo - entre outros; gosto de ler essas críticas, de conhecer a visão dos outros sobre textos que já li ou lerei.)
A cama redonda de Maria Beatriz:Fantasias e Fetiches - Maria Beatriz Soares (Aumentar meu acervo de livros sobre erotismo ou... desculpa pra ler putaria)
O riso e o risível na história do Pensamento - Verena Alberti (Teorias de Platão, Aristóteles, Bataille acerca do riso, chamou-me a atenção)
Mitos e lendas do Japão - Seleção de Cecílias Casas (Mitos sempre me fascinaram, mas admito que meu conhecimento sobre os mitos japoneses é quase nulo, já não vai ser mais.^^')
Nauro Machado - Seleçao de poemas (Não tinha nada do Nauro Machado, e olha que já tive a chance de conversar com ele, outro problema sanado)
Poética: tradição e modernidade - Antonio Garcia Berrio e Teresa Hernandes Fernandez (Tenho de dar mais atenção à Teoria, vou voltar a trabalhar com ela)
Serão Inquieto e Poemas Reunidos - Antônio Patrício (Português, escritor de Suze, traços simbolistas, IMPERATIVO que eu comprasse)
Excelentes aquisições, e gastei exatos 57 reais para ter todos eles. 0/
O caderno de Michelangelo - Paul Christopher (Tava barato, dei uma chance)
O quieto animal da esquina - Joao Gilberto Noll (Gosto muito, infelizmente emprestei o outro que tinha dele e nunca me devolveram)
As estruturas da narrativa - Tzvetan Todorov (Há séculos namoro este livros, mas nunca comprava, problema resolvido)
Discurso e Memória em José Alencar - Vera Moraes(organizadora) (Não sou muito fã do Alencar, justamente por isso precisava de algo sobre ele, ter fontes é sempre bom)
Confluências - crítica literária e psicanálise - Cleusa Rios P.Passo (Ensaios sobre Clarice Lispector, Juan Rulfo - amo - entre outros; gosto de ler essas críticas, de conhecer a visão dos outros sobre textos que já li ou lerei.)
A cama redonda de Maria Beatriz:Fantasias e Fetiches - Maria Beatriz Soares (Aumentar meu acervo de livros sobre erotismo ou... desculpa pra ler putaria)
O riso e o risível na história do Pensamento - Verena Alberti (Teorias de Platão, Aristóteles, Bataille acerca do riso, chamou-me a atenção)
Mitos e lendas do Japão - Seleção de Cecílias Casas (Mitos sempre me fascinaram, mas admito que meu conhecimento sobre os mitos japoneses é quase nulo, já não vai ser mais.^^')
Nauro Machado - Seleçao de poemas (Não tinha nada do Nauro Machado, e olha que já tive a chance de conversar com ele, outro problema sanado)
Poética: tradição e modernidade - Antonio Garcia Berrio e Teresa Hernandes Fernandez (Tenho de dar mais atenção à Teoria, vou voltar a trabalhar com ela)
Serão Inquieto e Poemas Reunidos - Antônio Patrício (Português, escritor de Suze, traços simbolistas, IMPERATIVO que eu comprasse)
Excelentes aquisições, e gastei exatos 57 reais para ter todos eles. 0/
Suspensão
segunda-feira, 19 de outubro de 2009
* Foto: Lustre do Teatro Arthur Azevedo, by me.
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Bawdy can be sane*
sábado, 3 de outubro de 2009
Sex contains all, bodies, souls,Sexo faz parte de minha natureza, embora assumir isso já tenha me causado alguns problemas. Há quem goste de futebol, eu gosto de sexo: ler, falar, discutir, fazer. Admiro-me de como muitos ainda ruborizam ao ouvirem algo que remeta a isso, outro dia numa das turmas em que leciono, os alunos ficaram cheios de dedo para falar "puta", e olha que era contextualizado, sem entrelinhas ou malícia. Há os que escondem a vergonha atrás das piadinhas, é um tanto quanto patético, envergonhar-se de falar eu até entendo, tem toda uma questão de criação e idéias incutidas pelo meio em que se vive, mas pagar de moderno e banalizar com piadinhas infames, ao meu ver, chega a ser pior. Por que não encarar como algo natural? Faz parte do homem, nascemos disso e precisamos, sim precisamos, disso. É claro que não é para sair falando de sexo com a primeira pessoa que aparecer no caminho, mas não faz mal nenhum aceitar que é natural e que quem está falando/lendo/discutindo não é um pervertido(a) que só quer foder com você.
Meanings, proofs, purities, delicacies, results, promulgations,
Songs, commands, health, pride, the maternal mystery, the seminal milk;
All hopes, benefactions, bestowals, all the passions, loves, beauties, delights of the earth,
All the governments, judges, gods, follow'd persons of the earth,
These are contain'd in sex, as parts of itself, and justifications of itself.
Walt Whitman - A Woman Waits for Me.
* D.H.Lawrence - Bawdy can be sane.
Estar Sendo. Ter Sido. *
terça-feira, 29 de setembro de 2009
Ontem, conversando com o L. (vibe Death Note), falamos sobre como eu era e como sou, visto que nos conhecemos há 11 anos, dá para se falar em passado/presente. Percebi algumas coisas sobre mim, outras ainda permanecem desconhecidas. Resolvi listar algumas, a título de experiência, e ver se continuo assim daqui uns 5 meses.
Ei-las:
Ei-las:
- Confusa, hoje reconheço, mas aos 17, era cheia de certezas e de que nunca iria mudá-las;
- Ciumenta, sempre fui, mas a capa de "modernidade" com a qual me revestia, impedia-me de demonstrar;
- Introspectiva, se bem que isso não mudou muito, a maior parte de pensamentos/sentimentos guardo para mim, embora a palavra faça parte do meu mundo e eu seja tocada/comandada/manipulada por ela, é uma relaçao de submissão, passividade, encaro-as mas não as domino, ou talvez seja só egoísmo;
Há tantas outras coisas, mas ainda agora não vejo meios de transmutar a idéia (com acento mesmo) em palavra. Um dia eu consigo.
* Hilda Hilst - Estar Sendo. Ter Sido.
"Eu vou embora sozinha. Eu tenho um sonho, eu tenho um destino, e se bater o carro e arrebentar a cara toda saindo daqui. Continua tudo certo. Fora da roda, montada na minha loucura. Dá minha jaqueta, boy, que faz um puta frio lá fora e quando chega essa hora da noite eu me desencanto. Viro outra vez aquilo que sou todo dia, fechada sozinha perdida no meu quarto, longe da roda e de tudo: uma criança assustada"
Caio Fernando Abreu - Dama da Noite
* Hilda Hilst - Estar Sendo. Ter Sido.
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Sonho.
segunda-feira, 28 de setembro de 2009
Festa em um prédio, algumas pessoas conhecidas, a maioria eu nunca tinha visto. Música, conversas, há um sofá escuro encostado numa parede cuja tinta está descascando, converso com um rapaz, sensação de já tê-lo visto em algum lugar; sacada do prédio, que agora percebo ser uma espécie de clínica, o mesmo rapaz, estamos próximos a uma parede, consigo enxergá-lo melhor e percebo que é um antigo aluno, ele diz que sabia quem eu era e que não se importa com isso, amassos, resolvemos sair dali e percorremos um corredor, que estava mais para labirinto, perco-o de vista algumas vezes; quarto com meia luz, cama no meio, branco e marrom, um tom terroso, lembro-me de ter deitado sobre o braço dele e de sentir a respiração próxima à minha orelha, o cabelo dele era castanho, caía sobre o rosto, a pele era um tanto áspera e rescendia a cânfora (sonhos têm cheiro?) ou algo parecido, deixava-me anestesiada, mãos grandes, uma delas estava espalmada em minha perna, a outra estava perto de minha boca, podia sentir seus dedos nela. Conversamos algo e dormimos. Dormi. Mergulhada em outro sonho, perdida num espaço onírico. O que é real? O que é desejo?
Acordei.
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domingo, 27 de setembro de 2009
Mês quente, o mais quente do ano, acordando várias vezes de madrugada para tomar banho. É o Armagedon, serious, o mundo vai acabar em fogo. Deixando todo o drama de lado, vida tá super corrida, sinto falta de postar, mas ainda estou em uma vibe down e não quero ficar escrevendo tristezas porque ao invés de mitigar, elas aumentarão.
Algumas notícias boas, viajo em janeiro, minhas lentes chegaram e são confortabilíssimas, super recomendo as acuvue hydraclear, meus olhos não ficam vermelhos e eu chego a esquecer que estou usando-as, passei no seletivo para o projeto Darcy Ribeiro, resta saber quando vão me chamar.
Bem, é isso.
Algumas notícias boas, viajo em janeiro, minhas lentes chegaram e são confortabilíssimas, super recomendo as acuvue hydraclear, meus olhos não ficam vermelhos e eu chego a esquecer que estou usando-as, passei no seletivo para o projeto Darcy Ribeiro, resta saber quando vão me chamar.
Bem, é isso.
"As boas notícias não gostam de barulho. Sabem que pisam em território hostil, sabem que os inimigos podem vir de toda parte e por isso, quando se aproximam, medem bem os passos. Com medo de nos acordar, as boas notícias preferem chegar na ponta dos pés. Mesmo assim, ela acordou e viu as letras boiando no monitor colorido, no alto, a tempo de ser informada de que já não existia. O sono de repente escorreu pelos seus pés e Joana recebeu em cheio, na retina, no ouvido, na própria pele, o golpe desorientador, a aflição de quem acorda sem poder lembrar, a princípio, onde está. Depois de dormir de mau jeito em uma cadeira no saguão do aeroporto, Joana girou os ombros, balançou a cabeça para um lado e outro, se desfazendo do que parecia um excesso de ossos, uma rigidez desencontrada, e tentou pôr os músculos de volta no seu contorno original. Ao mesmo tempo, o monitor luminoso insistia em repetir o seu nome, letra por letra, as sílabas flutuavam sobre a lápide de água, anunciando que, havia alguns minutos, Joana tinha deixado mesmo de existir.
Este mundo já não a conhecia."
Rubens Figueiredo. (Trecho do conto "Sem os Outros", do livro As Palavras Secretas)
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